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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Parvovirose canina

A parvo é uma doença viral, muito perigosa, altamente contagiosa. Ela é a causadora da famosa diarreia de sangue e se não olhada e tratada a tempo, o animal pode vir a óbito.
Os sintomas mais típicos são febres, anorexia, perda de apetite, diarreia sanguinolenta, vômito, dentre outros. Esse vírus é resistente à maioria dos desinfetantes e consegue viver no ambiente por muito tempo, o que aumenta sua virulência. Mas a utilização do cloro para desinfetar, chão, paredes e vasilhames, tem sido muito positiva. A transmissão geralmente é feita através das fezes do animal contaminado, mas as pessoas podem “carregar” esse vírus em roupas e sapatos, podendo assim disseminar a doença, essa contaminação cruzada pode acontecer também através de objetos.


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O prognóstico da doença é de reservado a ruim. O diagnóstico pode ser feito somente com os sintomas clínicos, nos casos mais avançados. Mas quando se trata de casos iniciais, recomenda-se a utilização do teste ELISA, ele é feito no próprio consultório e demora apenas 10 minutos para obter o resultado.

Quanto ao tratamento, ele é feito de forma sintomática, isto é, não possui um tratamento específico, ele é apenas de suporte. Costuma-se administrar um protetor gástrico, anti helmíntico (animais não vermifugados), antibióticos, vitaminas e estimuladores imunológicos. Lembrando que apenas o médico veterinário pode receitar medicamentos para seu animalzinho. Existe hoje no mercado uma vacina intravenosa a qual sua utilização dá  bons resultados, são indicadas 4 aplicações, com intervalo de 7 dias. Essa Puppy é uma vacina com vírus vivo, específica da cinomose e parvovirose.

É muito importe que o proprietário entenda que essa doença é bastante séria e que os casos de óbito não são poucos, por isso quando se tem um animal positivo, ou com suspeita, o tratamento deve ser feito de forma rápida e eficaz. O recomendado é que se interne o animal, mas como  a transmissão é feita de forma muito rápida, muitas clínicas optam por não internar , para que não ocorra um surto no estabelecimento.

Apesar dessa doença ser avassaladora, já  existem vacinas que protegem nossos cães, que são as V8 ou V10. Ela é realizada da seguinte forma para animais filhotes:
1ª dose: animal com 45 dias de vida.
2ª dose: animal com 75 dias de vida.
3ª dose: animal com 105 dias de vida (pode dar a antirrábica junto).
Depois é feito um reforço anual.
Quando o animal já é adulto e não vacinado, é feita duas doses com intervalo de 21 dias. Também é feito o reforço anual.

Essas vacinas só são dadas, se o animal estiver hígido, isto é, saudável. É importante frisar que essas vacinas são as administradas em clínicas, vacinas de casa agropecuárias não funcionam corretamente, podendo o animal ficar doente mesmo depois da aplicação.

É sempre bom lembrar que o único profissional capacitado para atender, diagnosticar e medicar seu animal é o médico veterinário. 

ASSIM QUE OBSERVAR QUALQUER COMPORTAMENTO DIFERENTE EM SEUS ANIMAIS, LEVE-OS A CLÍNICA VETERINÁRIA. 

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