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domingo, 6 de novembro de 2016

Cinomose

A cinomose, doença viral com distribuição mundial, é altamente contagiosa e acomete tanto cães, quanto outros carnívoros.

A transmissão é feita pela eliminação do vírus em secreções de animais contaminados. Por isso, locais com grande concentração de animais (lojas de animais, canis) são mais propensas a eventuais contaminações. Esse vírus é pouco resistente ao meio ambiente, isto é, fora de um hospedeiro, vive pouco tempo e é sensível a vários desinfetantes.

A taxa de mortalidade varia de 0 a 100%, dependendo da virulência da cepa, do estado imune e idade do animal.

Os sinais clínicos mais comumente observados são anorexia, depressão, desidratação, febre, vomito, diarreia com presença de sangue (melena) e sinais nervosos.
Pode vir acompanhada de pneumonia, o que agrava ainda mais o quadro, de ceratoconjuntivite, que é corrimento ocular seroso a mucopurulento, cegueira, entre outros.

Essa doença é conhecida pela sequela no sistema nervoso, especialmente a perda dos movimentos das patas traseiras e/ou dianteiras, espasmos musculares e pode causar convulsões. 

Fonte: sfnews
Nessa foto podemos ver presença de secreção mucopurulenta nasal e ocular, anorexia e possível depressão.

A confirmação do diagnóstico só é feita por exames laboratoriais, mas sempre que o clínico desconfiar da doença, mesmo sem o diagnostico final, é imprescindível que se inicie o tratamento padrão, já que a tomada de providencias tardia pode influenciar na recuperação ou não do animal.

O tratamento é sintomático e com reposição de vitaminas, sempre que possível deve ser feita a internação, para que não ocorra a disseminação da doença e possibilite um melhor acompanhamento desse animal, já que muitas vezes será necessário, fazer alimentação parenteral, medicações venosas ou subcutâneas.

A taxa de mortalidade varia, mas é mais alta em cães jovens. As sequelas neurológicas são frequentemente irreversíveis, podendo usar a acupuntura para tentar reverter ou amenizar essas sequelas.

A melhor forma de tratamento é a prevenção. Existe no mercado vacinas ética a serem aplicadas, com quase 100% de eficiência. Mas é contra indicada para animais seriamente debilitados ou muito novos (menos de 4 semanas), já que é feita com o vírus vivo modificado. No caso de animal debilitado, o correto é melhorar o estado imunológico do animal, para então vaciná-lo.

Óctupla é o nome comercial da vacina, é administrada em 3 doses, com intervalos de 28 dias, também garante proteção para outras doenças. Temos duas no mercado, a ética, que é um pouco mais cara, porem altamente eficaz. E a outra que é a não ética, geralmente encontradas em casas de ração, sensivelmente mais barata, mas não protege o animal adequadamente, isto é, a doença poderá acometê-lo mesmo quando vacinado.

Por isso recomendamos que a vacinação sempre seja feita em clínicas veterinárias, com o médico veterinário, único profissional capacitado e instruído para o exercício da função.


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